"As sete regras de ouro da Ecocardiografia", por Dr. Nathan Herszkowicz.
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Medidas em modo M

1- Como devem ser realizadas as medidas da aorta e átrio esquerdo:

     

   

A aorta mede-se no final da diástole, no pico do QRS do ECG. A medida deve ser realizada do meio ao meio das paredes da aorta ou rasando a parte superior ou inferior das paredes. Quando não se usa ECG, mede-se imediatamente antes da abertura da valva aórtica.

O átrio esquerdo mede-se da parte inferior da parede aórtica até o início dos ecos provenientes da parede livre da cavidade atrial, isto é, exclui-se da medição a espessura da parede aórtica. O motivo é o seguinte: a parede posterior aórtica está separada da parede atrial esquerdo por um espaço pericárdico denominado seio transverso. Em condições normais o seio transverso é um espaço virtual, mas no caso de derrames pericárdicos pode-se tornar visível. A inclusão desta parede na medição do átrio esquerdo estaria acrescentando estruturas que não lhe pertencem.

2- Como devem ser realizadas as medidas do ventrículo esquerdo:

   

As medidas diastólicas do ventrículo esquerdo são aferidas no final da diástole, ou seja, no pico do QRS do ECG. Elas são: espessura diastólica do septo, desde a face direita até a face esquerda do septo interventricular; diâmetro diastólico do VE, desde a face esquerda do septo até o endocárdio da parede posterior e espessura diastólica da parede, desde o endocárdio até a interface epicárdio-pericárdio.

A medida sistólica consiste no diâmetro sistólico do VE, medido desde a face esquerda do septo até o endocárdio, quando a cavidade ventricular apresenta o seu menor diâmetro. Eventualmente, podem ser medidas as espessuras sistólicas do septo e da parede, como descrito anteriormente, porém, durante a sístole.

Alguns cuidados devem ser tomados ao se aferir as medidas do ventrículo esquerdo: Ao medir a espessura do septo interventricular, tomar cuidado para não incluir tecido subtricuspídeo do lado direito ou falsos tendões do lado esquerdo desta parede. Os ecos gerados por estas estruturas são, em geral, descontínuos. O endocárdio apresenta ecos contínuos e delicados. O mesmo deve ser observado ao aferir a espessura da parede posterior com relação às cordoalhas do aparelho submitral. Quando há assincronismo de contração do septo, como ocorre, por exemplo, no BRE, a medida do diâmetro sistólico do VE deve ser aferido projetando uma linha horizontal que passe pela face esquerda do septo na sua maior excursão.

3- Porquê não medimos o ventrículo direito ao modo M (opinião dos autores).

A câmara ventricular direita apresenta geometria irregular, não claramente definida, variando suas dimensões com a posição do coração no tórax (biotipo) e com o local onde é aferida a dimensão. Isto acarreta enorme variabilidade na sua dimensão ântero-posterior, precisamente a dimensão medida pelo eco modo M, gerando um número que pode induzir a erros de interpretação. A forma mais correta de analisar esta cavidade é por abordagem apical ou subcostal, onde se procede a comparar suas dimensões com as do VE e a medir suas áreas diastólica e sistólica calculando sua variação.

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